Moradores já cansaram de protestar para uma solução do Lixão em Marituba

Redação Por: Redação

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Publicado em 26/10/2020 09:18h

Moradores já cansaram de protestar  para uma solução do Lixão em Marituba

Diariamente, o lixão de Marituba recebia cerca de 2 mil toneladas de resíduos da Região Metropolitana de Belém. Em períodos não chuvosos, a carga de chorume diária era de 300 metros cúbicos. Em períodos chuvosos, como o que se aproxima da RMB, a carga podia chegar a 700 metros cúbicos. Os sistemas de tratamento do aterro, no máximo, podem tratar 200 metros cúbicos por dia, segundo análises do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). Se os sistemas de tratamento de chorume funcionassem, as quatro lagoas previstas no projeto original do aterro seriam suficientes.

Muitos moradores já cansaram de denunciar a situação do Lixão de Marituba, muitos contraíram doenças de pele, doenças respiratórias, como bronquite crônica e pneumonia. Crianças e idosos que moram perto do lixão vivem em uma situação delicada.

"Muita gente doente, muita gente se queixando, gente indo para o posto médico, outras procurando outros recursos, utilizando gel, passando álcool para amenizar o odor”, reclama a dona de casa Érica Cunha, que mora na comunidade de São João, em Marituba.

Mesmo que o aterro fosse fechado, o chorume continuaria produzindo gases poluentes pelos próximos 15 anos se não tratado adequadamente. A empresa teve 120 dias para fazer ajustes. No entanto, segundo a Polícia Civil e o MPPA, nada do que foi proposto para solucionar os problemas foi feito. Há interventores da Polícia Civil, do Governo do Estado e Tribunal de Justiça do Estado do Pará atuando para amenizar os problemas do aterro.

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